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  • Foto do escritorPadre Edielson Bonin de Pádua

Vamos a “Betesda”? A casa da Misericórdia.

Amanheceu! Podia ser mais uma manhã qualquer, mas não é, talvez pelo fato de estar imerso a tudo o que vem de Deus. É realmente restaurador ouvir os sons da natureza, os seus encantos e sabores; como os pássaros anunciam o raiar do sol. A alegria contagia, as flores perfumam o ambiente. Procurei um lugar para me abrigar, de tantos, como escolher um? Entrar pela porta da frente ou escolher a porta dos fundos! Eis a questão. O ideal seria termos um pouco de cada. A porta das ovelhas (a do fundo e perene) e a porta do sucesso, da vanglória (a da frente e nem sempre duradoura). Diante dessa grande iniciativa, entro em retiro numa chácara distante, com seus encantos; retirar-se, desligar-se de tudo e de todos para escutar a voz de Deus vivenciando a entrada em Betesda, cuja raiz conduz-nos à misericórdia. Esta derramada do coração de Jesus. Enfim, consegui me abrigar, encontrar repouso. Tomei um pequeno “taco” de madeira e comecei a minha longa caminhada para a tão esperada entrada. Tive companhia: as árvores de tantos tamanhos e formas, cores e frutos. Chama-me a atenção um riacho! Como a perfeição inspira a criação! Deus é mesmo perfeito! Convidou-me a deixar os meus pórticos de lado (as minhas corriqueiras seguranças) para compreender as minhas mazelas, as minhas podridões. Neste tempo todo, a água não parou! Assim como a vida não para, mas se movimenta a todo instante. Como explicar tamanhos feitos? A piscina a qual esperavam a cura inúmeras pessoas permanecia intacta até ser agitada pelos trabalhos incansáveis dos anjos, ou até mesmo dos homens. No caminho encontrei algumas madeiras circulares e pensei: Podem ser de tropeços causados pelas minhas cegueiras, lá havia cegos. Mas, se bem aproveitadas, levar-me-ão à porta. Um dia antes, eu era conduzido pela voz de um senhor prontamente pregador de retiros. Hoje compreendo o quão especial é observar as nossas fraquezas levadas pela água do riacho, como as doenças eram pela água de Betesda, lavando a alma de todas as impurezas. Dizia ele: “Estou aprendendo a ser pastor; a sentir o povo, pois por toda a vida estive envolto à ciência; fiz Teologia”. Feliz constatação de alguém conhecedor, com profundidade da palavra humildade. Ah! E o dia me saúda com tudo de bom que poderia acontecer. Quem sabe hoje eu consiga entrar pela porta dos fundos, como este distinto pregador. A porta das ovelhas, dos sacrifícios. Quantas ovelhas estão à espera de um “Bom Pastor”, para tirá-las do abismo e da falta de fé. Dai-me, Senhor, um coração de pastor, prontamente a reconhecer e a amar as minhas ovelhas, do jeito que elas são, sem distinções ou julgamentos apressados. Que eu consiga compreender “Betesda” na vida dos jovens, das crianças e das famílias e pessoas de boa e má vontades. O riacho continua a sua sinfonia, é a nossa trilha sonora. Junta-se a ele o canto dos pássaros, elementos sublimes, como o Nosso Criador. Vamos a “Betesda”?


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