• Renan Gabriel

O amor é sempre fecundo!



“O amor é sempre fecundo. O amor a Deus é sempre fecundo. Se você recebe os dons do Senhor, isso o levará a doar aos outros. Sempre vai além” (Papa Francisco). É nessa mística do amor doado que devemos compreender a experiência do encontro com o outro. Só quem é capaz de se desprender de si conseguirá entender a dor alheia, e mesmo as alegrias que surgirão no decorrer do caminho. A fecundidade do amor; o amor a Deus; os dons recebidos; o ir além. Parecem difíceis de serem assimilados com rapidez. É por isso que Jesus, com a sua sabedoria e maestria, insere-nos no mundo das parábolas. Compreendamos o mundo, não como “mundano”, mas como o ambiente que colocamos em prática o que aprendemos com o Amor. São encontros duradouros! Principalmente quando nos dispomos a uma espiritualidade profunda com Deus. Assim a semente encontra terreno bom. E não fica mais à beira do caminho ou mesmo em um solo tão seco. As pedras se tornam degraus e os espinhos necessários para chegarmos ao fruto ou às flores. Quão pequeno é o grão de mostarda diante da grandiosidade de Deus e quão grande é a sombra que os seus galhos produzem! Deus sempre nos afaga! Não se esquece de nós, mesmo quando insistimos em percorrer outros rumos. Fico a imaginar a paciência de Jesus ao subir na barca para ensinar a multidão que a Ele acorria de todos os lugares. Ele tinha apenas alguns instrumentos: o barco, as redes, as sementes e, principalmente, a sabedoria prática e simples da vida. De fato, Ele é o Messias, o Filho de Deus, o Libertador, o Enviado do Pai, para realizar grandes coisas. Ele é o Amor! Abramos a nossa mente, os nossos ouvidos e, sobretudo, o nosso coração e acolhamos, com entusiasmo, a Boa Nova do Evangelho! Diante disso, não tem como não sermos fecundos, pois aquele que se encontra verdadeiramente com Jesus se torna diferente, o seu olhar é distinto; o seu jeito de agir é outro. Não tem como experimentarmos o Amor e continuarmos aprisionando as pessoas, com a nossas maneiras de ver o mundo. Lembremos: a semente só produz bons frutos quando é liberta das amarras que a aprisionam dentro das proteções. “É para liberdade, que Cristo nos libertou” (Gl 5,1). É por isso, que o “ir além”, nada mais é que experimentar Jesus e dar ao outro o mesmo Jesus. Como tenho provado Jesus? Pois isso influenciará a maneira que eu O apresento ao outro. Situações engraçados nos acometem, outro dia, fui ao supermercado comprar algumas coisas, não estava “vestido de padre” e comecei a dialogar com a atendente. Perguntei-lhe: Você é católica? Respondeu-me prontamente: Sim, padre! Sou católica, mas não tenho ido às missas, pois tenho uma criança de sete meses e tenho medo dela me dar trabalho durante a celebração, com isso fico um pouco envergonhada. Com um sorriso, respondi-lhe: Não deixe de ir à missa por isso, leve a sua filha e, se ela chorar, não me importarei com isso. Ela me disse: Padre, então irei! Despedimo-nos e segui viagem. Não precisamos de muitas coisas para sermos sinais de Deus na vida das pessoas, um sorriso e uma boa conversa, quando é para falar de Deus, é o suficiente. Por isso, tenho insistido: Sejamos sinais de Deus! Vamos além.

Pe. Edielson Bonin de Pádua.


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