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Cristo nos chama a ser ‘sal da terra e luz do mundo’.

Por Bruna Varini


Cathopic

E disse-lhes: Ide por todo mundo, pregai o evangelho a toda criatura. (Mc, 16,15)


No contexto da Igreja Católica, leigo vem do latim laicus, e do grego laos, que significa “povo” – assim, leigo e leiga são todos os cristãos (batizados), exceto os membros de ordem sacra e do estado religioso. O seu apostolado e vocação pastoral específica são voltados para atuação nas condições de vida comum, no mundo secular, isto é, na sociedade de forma geral.

Cristo nos chama a ser ‘sal da terra e luz do mundo’, portanto, temos a missão de levar a luz de Cristo a todos os lugares. Seja como empresário, político, professor, músico ou dona de casa, devemos levar a alegria, a esperança, o amor, a generosidade, enfim, assumir uma atitude apostólica, com o desejo de que todos aqueles que encontramos, conheçam a Cristo e experimentem o amor de Deus.

O Concílio Vaticano II, assim definiu a atividade do leigo: “Os leigos que forem capazes e que se formarem para isto podem também dar sua colaboração na formação catequética, no ensino das ciências sagradas e atuar nos meios de comunicação social. ” (CIC §906). Portanto, os leigos podem sentir-se chamados ou vir a ser chamados para colaborar na sua paróquia, exercendo ministérios bem definidos, segundo a graça e os carismas que o Senhor quiser depositar neles.

Podemos diante disso nos questionar: mas eu, na minha realidade tão corrida, tão pequena, como posso servir e viver bem a minha vocação? O Papa Bento XVI, em suas primeiras palavras após ser eleito Papa, disse: “Queridos irmãos e irmãs, depois do grande Papa João Paulo II, os cardeais elegeram a mim, um simples, humilde trabalhador na vinha do Senhor. Sou confortado pelo fato de que o Senhor sabe como trabalhar e agir mesmo com instrumentos insuficientes. E, acima de tudo, eu confio-me a vossas orações. ” É isso que somos: instrumentos insuficientes – mas o Senhor sabe como e quando agir, e devemos nos abandonar inteiramente em sua vontade.

Me abandonando à vontade de Deus, vivendo a minha vocação, encontro alegria nas pequenas coisas. Em minha vida de mãe, esposa e dona de casa, Deus me envia alegrias e consolações em meio à correria, aos choros e aos barulhos de panela. As vezes não chegará o dia em que poderemos honrar a Deus com grandes obras, mas que então sirvamos com amor nas pequenas, que se apresentam todos os dias! Colocar os nossos dons a serviço do Senhor, desempenhar a nossa tarefa com alegria, santificar o nosso trabalho, são coisas que estão ao alcance de nós, leigos, Deus abençoa os nossos esforços e eles sem dúvidas darão fruto.



Acervo pessoal/Bruna Varini

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