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  • Foto do escritorPadre Edielson Bonin de Pádua

A poesia embala a vida: as emoções a compõe. O amor a concretiza.


Por Pe. Edielson Bonin de Pádua

A poesia embala a vida. A vida soberana nos insere no caminho que, por sua vez, apresenta-nos a verdade resplandecente e cheia de entusiasmo. O que é a verdade, senão uma forma bonita de se expressar e amar?

Em um povoado distante moravam dois velhinhos que acumulavam para si muitas experiências vividas: a maior riqueza, a convivência e sonhos realizados. Certo dia um saiu. A sua esposa sempre atenciosa ficou para preparar o almoço. Aquele dia celebraria as suas conquistas. Ao retornar para casa, notou a sua ausência sempre meiga. Espantado, procurou-a por todos os lados, mas não a encontrou, ela havia morrido há anos, mas, em seu coração de esposo apaixonado, o que haviam celebrado há muito anos, como verdade de vida, permanecia sempre vivo: o seu casamento, a concretização do amor mais puro e verdadeiro. A poesia composta por versos simples, mas de uma profundeza tamanha. Os sentimentos mais limpos, sem interesses ou exigências concretas, o que importava mesmo era a celebração. Não se preocuparam com muitas coisas, pois já tinham tudo. A velhice, as dores e desafetos de anos, as dificuldades não importavam. Aliás, quando se tem o amor verdadeiro, tudo o que surge são consequências de algo bem vivenciado, que não atrapalham, mas nos enriquecem e nos colocam novamente no caminho. Qual caminho? Longos ou curtos? Pedregosos ou floridos? Secos ou molhados?

No caminho da verdade! Ainda mais longe, no caminho da verdade evangélica, que procede de Jesus, O Eu sou! Doces velhinhos! Que na face resplandecem as suas rugas, umas de preocupação; outras, pela idade. Ambas adquiridas pela experiência do caminho em todos os seus estágios e desafios. Por ventura, os cabelos embranqueceram! Aquilo que era preto ou castanho, loiro ou vermelho, deu lugar ao óbvio, à brancura. Branco das vestes, do céu, dos cabelos que esvoaçam com o vento. Ah, com tudo isso parece que as emoções são evidenciadas e vividas com mais intensidade! Sentem, com facilidade, as ausências, os desamores.

Aquele almoço não se repetiu e jamais se repetirá! Não foi um, ou dois, mas inúmeros que hoje se calaram. Doce estágio da velhice! No fim de tudo, da vida, dos almoços, dos sentimentos, dificuldades e anseios, caminho de idas e voltas restará apenas o amor. Amor falado e sentido! Presenciado e sofrido! Tão acalentador saber que ainda existem pessoas na prática concreta do amor simples e verdadeiro. Amemos mais! Sejamos capazes de chegarmos ao final do caminho com o coração transbordado de realizações. Almejemos o simples da vida. A verdade que jamais acabará: a verdade do amor!

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